O Festival Vila Viva: Mão na Massa e Cultura Comunitária transformou o cenário da Associação de Moradores da Vila C Velha neste sábado (18), mobilizando a comunidade em uma programação voltada à cultura, sustentabilidade e economia criativa.
Quem passar pelo local verá os impactos do evento nos muros da instituição, que ganharam um novo visual através das mãos de grafiteiros locais, além da implantação de uma horta florestal no entorno da associação.
Além do legado físico, o encontro fortaleceu a identidade local e o desenvolvimento econômico sustentável, com destaque para a exposição de artesanato organizada pelas alunas do projeto Rumos Cidadania Criativa, roda de samba com músicos locais e cinema itinerante para crianças.
A integração comunitária também esteve presente nos momentos de convivência, como o café da manhã e o almoço coletivo, reforçando laços e o sentimento de pertencimento ao território.
A ação, realizada pelo projeto Rumos Cidadania Criativa e pelo Cine Verde em Bici, com apoio da Itaipu Binacional, demonstrou o potencial da organização comunitária para promover desenvolvimento sustentável, econômico e cultural.
“Tudo começou com a ideia de utilizar o terreno ocioso para as aulas práticas do curso de Permacultura, que logo se transformou em mutirão com a adesão da comunidade e de artistas. A iniciativa foi crescendo até celebrarmos este festival tão potente”, celebrou Adrielle Chiceri, oficineira do curso de Permacultura do projeto Rumos e uma das coordenadoras do evento.
O projeto Rumos oferece cursos gratuitos em economia criativa para mulheres de diversas regiões da cidade, em espaços de entidades parceiras. Na Vila C, as oficinas acontecem no Conselho Comunitário da Vila C (CCVC) e na Associação de Moradores do bairro.
Histórias transformadas
A programação também conectou histórias de diferentes mulheres impactadas pelo projeto Rumos, que compartilharam no festival as habilidades desenvolvidas nos cursos.
Enquanto, na cozinha, a aluna Isene Rodrigues integrava a equipe de preparo do almoço, no ginásio, Cristiane Beato expunha, pela primeira vez, peças artesanais produzidas a partir do conhecimento adquirido no curso de Artes Manuais.
As duas, que iniciaram o curso no final do ano passado, já estão comercializando suas produções e conquistando autonomia.
“O projeto Rumos é maravilhoso. Eu sou aluna do curso de Permacultura e Sustentabilidade, com foco em gastronomia, e adorei participar do festival. Aproveitei a oportunidade também para vender salgados e sobremesas. Esperamos repetir esse festival todos os anos”, comentou, emocionada, Isene.
Cristiane também celebrou suas primeiras vendas. “É um festival que anima a gente, porque é uma oportunidade para mostrarmos nossa produção. Eu já comecei a vender as peças que aprendi no curso. Foi ótimo, desejamos que tenha continuidade”, afirmou.
A poucos metros dali, Neide dos Santos, aluna de Permacultura e Sustentabilidade — com foco em hortas e compostagem — participava da aula prática e do preparo do solo do terreno que se transformará em uma mini agrofloresta.
“Vamos plantar verduras e temperos. Estou aprendendo porque também quero produzir para vender ao comércio local e gerar renda. Esse festival é uma oportunidade para todos e está deixando a Vila C muito feliz. Esperamos que sempre se repita, assim como o projeto Rumos”, destacou.
Força do pertencimento
O sucesso do festival deve inspirar novas edições e a iniciativa também pode ser replicada em outros territórios onde o projeto atua, fortalecendo o pertencimento das mulheres em suas comunidades.
Para a coordenadora pedagógica do projeto, Fabiana Zelinski, o evento demonstrou a força da mobilização coletiva e foi marcado por agradecimentos aos participantes.
“Agradecemos a todas as pessoas que construíram coletivamente este grande movimento: aos grafiteiros Victória Budel (Ria), Woloko, Versum, Opaco, Fulano, Mavi, Axel, Bianor e Bia Lubes (AIB), que transformaram os muros da associação; ao Paulinho do Samba; às oficineiras e alunas do projeto; aos DJs Mano Zeu e Jecker Sul; ao grupo Horta Comunitária do Cidade Nova; e a todos os moradores que participaram deste festival, que deve se repetir”, reforçou.
Por ASSESSORIA













